Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Longe de Tudo

Segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Tempo e Vento

Estranho é o vento que sopra assim,

Causando arrepios,

Levantando a poeira,

Balançando jardins.

Estranho seria não gostar do vento;

Não gostar de você, ou não gostar de mim.

Estranho é o tempo que passa

Deixando saudades

E vagas lembranças.

Estranho é não gostar do tempo;

Que firma amizades,

Amadurece os pensamentos,

O amor e os casamentos,

O seu outro lado e o outro lado de mim.

Estranho é como o tempo e o vento parecem-me iguais.

Estranho é como passam e a gente não vê.

Estranho é como a gente apenas sente

O tempo e o vento,

Que tanto fazem a gente se achar,

Como se perder.

Estranho seria não gostar de um ou outro.

Estranho seria acordar num mundo torto.

Sem tempo

E sem vento,

Jamais veria um amanhã em teu rosto.

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

Trailer do Meu Ultimo Filme

Galera, saiu o trailer do ultimo filme que fiz: “Longe de Tudo” – Direção de Marcelo Cypreste.

Quarta-feira, 6 de Maio de 2009

Hei de Tudo

Technorati Marcas:

 

Casal_Palmeira_Por_do_Sol

 

Hei de tudo, meu amor,

Fazer valer a pena!

Hei de ser, pra você,

Uma pessoa plena.

Teu amado, teu amigo,

Teu lençol e teu ouvido.

Hei de ser o teu ponto final

Enquanto nos houver reticências.

O coração que teu sangue bombeia;

O pensamento que tua vida norteia;

A mais bela música

Da tua coleção de discos.

Hei de ser um menino sem juízo,

Que traquina, enquanto vida semeia.

E enquanto houver amor, meu amor,

Jamais te sentirás pequena.

Posto que serás a razão de toda a minha vida.

Pela qual hei de lutar obstinadamente

Pra fazer valer a pena!

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

Sobre Homens e Abismos

Não Perca a Oportunidade de uma Boa Leitura! Compre já o Seu!

 

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Por *Roberto Márcio Pimenta

“Incrível: Existe uma magia literária presente em cada página do livro!

Ainda que não bastassem os prêmios que obteve como ator e dramaturgo, Oscar Calixto nos oferece mais esta preciosidade da Literatura Brasileira.

Seus contos nos fazem viajar sem tirarmos os pés do chão. São escritos que afloram os sonhos esquecidos e nos conduzem à reflexão acerca da existência humana. O imaginário se impõe, como via de regra, às experiências existenciais que a realidade não é capaz de nos proporcionar.

Sua contribuição, como o artista que é, nos faz recompor figuras e tipos através da dispersão das partes de um todo. Consegue criar do caos um cosmo: as partes se atraem e são o céu e as estrelas de um mosaico celeste. Assim as peças formam a unidade que tanto nos encanta.

Não é por acaso que detém esses títulos: trata-se de um grande contista! Segundo Holden Caufield, personagem de J.D. Salinger em “O Apanhador no Campo de Centeio”: “ Bom mesmo é o livro que quando a gente acaba de ler fica querendo ser um grande amigo do autor pra poder telefonar pra ele toda vez que der vontade.” É assim, exatamente, Oscar Calixto. É este dom de captar o cotidiano e inserí-lo nos seus contos que faz de Oscar Calixto o grande autor que nos abastece com seus escritos. Por isto, prezado leitor, acredito que terá vontade de pegar o telefone e ligar para Calixto tão logo leia estas páginas.”

* Roberto Márcio Pimenta é formado e pós-graduado em Letras e tem vasto currículo no trato da Língua Portuguesa.

Do Jornal Tribuna do Sertão

“Sobre Homens e Abismos é o primeiro Livro de Contos de Oscar Calixto. “A obra aborda a questão existencial de forma bastante elíptica... Seus personagens debruçam-se diante de seus próprios abismos, talvez, na intenção de fazer com que nos encontremos com os nossos. Ler “Sobre Homens e Abismos” não é somente entrar num universo literário, é, antes de tudo, provocar, em si, sensações, frustrações, desejos, fantasias, tais quais as provocadas na vida de seus personagens.”

Do Prefacio do Livro

Uma das experiências humanas mais profundas e transformadoras é quando um escritor consegue transpor os limites do seu mundo, fazendo com que seus personagens internacionalizem-se, passando a ter nomes e atitudes iguais ou distintas do nosso povo; além de viverem experiências inusitadas, que sugerem sempre um recomeço, apesar do final de cada ação desencadeada pelos personagens. Adotando como vértice de seus textos o ser humano e seus anseios, o jovem escritor Oscar Calixto leva-nos a viajar com seus personagens ricos e contraditórios a um só tempo. As estórias aqui narradas são, acima de tudo, frutos do talento inegável do autor.

Antônio Carlos Affonso dos Santos

Uma das experiências humanas mais profundas e transformadoras é quando um escritor consegue transpor os limites do seu mundo, fazendo com que seus personagens internacionalizem-se, passando a ter nomes e atitudes iguais ou distintas do nosso povo; além de viverem experiências inusitadas, que sugerem sempre um recomeço, apesar do final de cada ação desencadeada pelos personagens. Adotando como vértice de seus textos o ser humano e seus anseios, o jovem escritor Oscar Calixto nos leva a viajar com seus personagens ricos e contraditórios a um só tempo. As estórias aqui narradas são, acima de tudo, fruto do talento inegável do autor.

Também à venda:

Livraria Emporio das Letras

Rua do Catete, 311, sobreloja - Galeria do Cinema São Luiz - Largo do Machado - Rio de Janeiro - RJ

Se Você já leu o Livro, deixe um comentário / crítica a este Post!

ou envie um e-mail para: literatura@oscarcalixto.com.br

Visite também

http://www.oscarcalixto.com.br

Mus d’un Poète Pèlerin – Novo Blog

http://mursdunpoetepelerin.spaces.live.com

Terça-feira, 28 de Abril de 2009

Quando encontra em Madrugada

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Nua

Estrada sua

Que é pra colher as flores que se mostram

Brancas ou amarelas

Rosas vermelhas e alaranjadas

Como o traço

Daquelas coisas

Que a gente gosta quando encontra em madrugada

E não dá pra fingir

Nem sair por aí

E não dá pra notar que precisa dormir.

Em plena rua

Que é quase tua

São teus mistérios e os teus segredos

Varrendo a sua

Estante crua

À luz da lua

Que brilha ao longe te banhando em prata

Nua

Estrada sua

Em plena rua

Que é quase tua

Varrendo a sua

Estante crua

À luz da lua nua

Tua

Estrada nua

Em plena lua

Varrendo a estante crua

Que é quase tua rua.

Nua.

Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Multipsicomorfoses


Deitas tua cabeça no meu colo
És tão branca quanto negra
Aliso teus cabelos,
Acaricio tua face;
Pareces morta,
Mas é só tua mente que se desloca;
Pareces fria,
Mas talvez seja a minha nostalgia
Nesse tempo rebelde
Cheio de encontros e desencontros
Cheio de correrias.
Pai, mãe, filho, profissão, agonia.
Parecem brancos os teus cabelos
E, no teu rosto, rugas até já vejo.
Desnudas de ti todas as tuas preocupações,
Teus anseios, angustias...
Os nossos meios te deixaram mesmo mais madura.
Roubaram de ti um pouco da juventude crua.
Agora, enquanto meus dedos percorrem teus brancos cabelos,
Teus olhos tentam ficar abertos, travando desafios.
Queres esquecer, por um instante o calafrio?
Queres viver, por um momento, um tempo sem tempo?
Mas todo momento tem um tempo.
E esse tempo terá passado quando acordares.
Mesmo assim, cerras teus olhos.
"Respira teus ares, pobre criança!
Descansa!
Só não percas a esperança!
Posto que quem busca realmente alcança,
Senão o objetivo, ao menos outra esperança!"
E assim há de ser
Até que eu veja brancos todos os teus cabelos
Até que eu não precise mais de atenção
Para observar as tuas rugas.
O que hoje desnudas
Amanhã não será vestido.
E o que amanhã vestiremos, não terá sentido.
Posto que o que o tempo se encarrega de mostrar-nos
Ele mesmo se encarrega de fazer-nos esquecidos.
Não importa com o que hoje você se importa.
Oportunamente, importar-se, será inoportuno.
As tuas rugas te dirão mais claramente
O que hoje a sua mente não pode perceber.
Aproveites esse momento de tua cabeça no meu colo,
Pois, em breve, o meu ser e o teu ser
Terão outro modo de ser
E já nem estaremos tão mortos de tanto viver!
Apenas estaremos...
Tanto eu, quanto você!

Sábado, 25 de Abril de 2009

A arte de encontrar-me contigo.


Encontro-me contigo
Na esquina do teu lado lírico.
Encontro-me contigo no silêncio,
No teu quê empírico.
Encontro-me em toda rua
E onde ruas não existem.
Encontro-me dentro e fora do teu abismo.
Encontro-me contigo
Como se estivesse encontrando-me comigo.
Encontro-me na chuva,
No sol,
Num abalo sísmico.
Encontro-me nas nuvens,
No céu,
No oceano índico,
Encontro-me inclusive no que te perdes,
Onde não te reconheces,
E no que remetes
Ao infinito.

Segunda-feira, 20 de Abril de 2009

A merd d um dia de merd!

Às cinco da madruga, dos ultimos dias, eu fiz um poema. Este, para expressar a indignação que sinto, às vezes, com algumas coisas do mundo. Talvez eu o substituisse pelo vídeo do Woody Allen, logo abaixo... Ando mais para encar as coisas desse tipo dessa forma... Que é quase como estou ficando diante de algumas situações... Seguem poema e vídeo:

A merd da vid
É concret enquant eu sou bris
A merd da vid
Es só merd nada fic
Se ach que falt um sorris
É porq t enganas sobr a vid
E a pior merd é q d merd, sair, no consig
Se me encontrass com quem inventu tod la merd
Perguntari por q viver
Se viver nest merd no faz sentid.
Nasc por q?
Cresc pra q?
Viv e chor por q?
Cas, trabalh, filh e dinh pra q?
Se na merd continu a viver?
Merd por merd melhor no ser!
Por q de la merd fazem merd pior aind.
Merd se sou merd!
Mas merd maior é a merd de quem no se perd;
De quem se ach melhor q eu q sou merd.
Esse merd se quer sab de la merd q é se perd par se ach um dia!
Conclu finalment que quas tud es, na verdad, um grand merd.
Pois o q é melhor q iss hoj se perd.
Fic só o q é concret
E continu na merd o que é como bris.
Merd que essa merd é uma merd!
Se no foss merd,
Na vid, sem merd,
Eu até acreditari!

Acho melhor trocá-lo mesmo por isso:


Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

Filme, Peça e Livro viram Notícia em Alagoas!

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Sobre Homens e Abismos

Está aqui o meu primeiro livro! Ei-lo, enfim, publicado. Talvez para parar de corrigir os textos! Minhas primeiras sementes lanço à terra como quem talvez espera que um dia vire árvore! Por enquanto, apenas rego-as como um jardineiro fiel e incansável! Quem quiser comprar, minhas sementes já estão à venda! Basta ir ao mercado da Editora Baraúna e pegar as suas... Entrega em casa, pelos correios e o site é totalmente seguro!

Alguém quer?

Clique aqui para comprá-lo!

Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Um Prazer Inenarrável!

Uma das coisas que mais me arrepia é quando a sintonia está no ar... Neste início de ano, pela segunda vez na história, tive o prazer de trabalhar com duas pessoas queridíssimas das quais não poderia deixar de comentar: Marcelo Cypreste e Laura Limp. E serem "queridos" não é a única qualidade desses profissionais! Seria pouco demais! Pela segunda vez trabalho com o Roteirista, publicitário, diretor e professor Marcelo Cypreste e constato que há, neste excepcional profissional, uma competência e um domínio absoluto de set que se apresenta de maneira única e singular! Marcelo Cypreste é dono de uma raríssima visão sobre cinema. Isso é facilmente constatado pelas pessoas que visitam seu blog pessoal chamado "Ratos de Cinema". E além dessa sua rara visão, ele tem o poder de fazer o ator se apaixonar por aquilo que está fazendo! O que não é tão difícil para mim, e imagino que também não seja para qualquer um que vá com ele trabalhar. Apaixono-me a cada instante por cada coisa que faço e isto todos sabem que é verdade. Assim, exatamente, é o Marcelo Cypreste! Um apaixonado por cinema e por cada coisa que faz!

Para o filme "Legal", que ele dirige e que cujo roteiro foi por ele mesmo idealizado, fui convidado para fazer o papel de "Eduardo" irmão de "Glória" interpretado pela talentosa e competente Laura Limp. E, para este papel de extrema densidade e complexidade, dei a minha alma! Na verdade, gostaria de dizer que este não foi um papel, foi um presente! Marcelo Cypreste chegou com uma proposta diferente, inovadora e bastante ousada! E apesar de ter todo o domínio da história, ele nos instigou a criá-la com os nossos próprios olhos e alma! Com sua excelente e brilhante condução, levou-nos pelo caminho que já trilhava, construindo assim a trama de sua história que, não tenho dúvidas, ficará muito bem contada.

Uma das características principais de Marcelo Cypreste é que ele cuida muito bem dos atores! Tanto que é sempre um prazer receber um convite de um diretor tão bem capacitado para tudo aquilo que se dispõe a fazer! Marcelo Cypreste, não tenho dúvidas, será um ícone do cinema nacional em algum dos segundos que virão na grande tela! É um diretor quem tem muito a falar... E que fala sempre com maestria, competência e qualidade. Sem comentar da fiel equipe que o acompanha: Pedro Coelho, "Maguin" e Bruno Marx que novamente revejo em também brilhante competência, atenção e propriedade de set! Desta vez, unindo forças, novas surpresas como Jocimar Junior e Guilherme Nunes, que fez as fotos aqui postadas!

Já Laura Limp, esta querida amiga, "poetisa sincopada", é um exemplo de profissionalismo, de dedicação, de beleza e jóia rara! Grande Atriz! É daquelas pessoas que a gente quer sempre ter ao lado e que mergulha junto em qualquer estrada! Contracenar com Laura Limp é sempre um prazer! Por incrível que pareça já nos encontramos nos versos, nos sets, mas nunca no teatro! Ainda! Mas de nossos encontros nos sets eu só tenho que dizer "muito prazer! muito prazer! e muito obrigado!" Por algum milésimo de segundo eu até esqueci que estava num set! Até esqueci que alguém nos filmava! Química é palavra mágica e é exatamente o que acontece quando duas pessoas estão totalmente abertas e entregues para jogar uma "partida". "Game is game all the time!" Conversamos, batalhamos, e ajudamos um ao outro nessa jornada. Também com o total apôio da maravilhosa Kelly Brito, amiga e colega de longa data! E o resultado disso está postado no diário de filmagem do nosso competente diretor, que ao ler, quase afoguei-me num rio de lágrimas! De felicidade, é claro! Trabalhar com pessoas como estas será sempre um um imenso prazer! Ou um "prazer desgraçado" e absolutamente inenarrável!

Diário do Diretor - Blog Ratos de Cinema:

Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Língua


Língua


Minha língua te lambuza

Te fere

Te corta

Te usa

Minha língua não é tua

Te cobre

Te molha

Te deixa nua

Minha língua não é covarde

Mas te bate

Te invade

E te cunha

Minha língua não abusa

Só diz a verdade

Não late

Não mata

Só cura!

De Nada e de Tudo ou De Todos e de Ninguém Completamente



De Nada e de Tudo ou De Todos e de Ninguém
Completamente


Repouso meu corpo sobre o teu
Repouso em ti a minha pele;
O meu peito;
Meu lado seu.

Mas, seu, não sou somente
Porque não nasci para aprisionar o meu corpo;
A Minha mente.

E embora seja inteiramente
Um lado seu,
O outro é de ninguém,
Nem mesmo meu.

Mas entrego-me a ti completamente;
Planto-me em tua terra como semente;
E nesse instante podes sim dizer que eu sou teu.

Porque sou todo
De cada coisa a que me entrego
E não nego:

Um lado meu agora é seu;
O outro lado já não é meu;
E o meu todo será daquilo que roubar-me,
Por um instante, desse mundo meu.

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Para Achar que a vida é boa!

É neste pequeno espaço

entre o vago, o mudo e o silencioso que me encontro.

É nesta ínfima gota d’água que pinga e respinga,

molhando veementemente minha alma, que me faço um ponto.

Eu desejo,

E ensejo,

A mais pura, expressiva e etérea verdade

Sobre tudo aquilo que está na face

Desse nosso mundo Shakespeareano.

É neste pequeno espaço que me faço mundano.

Sou promíscuo, sou devasso, sou insano;

Sou omisso, sou nefasto, sou profano.

E quantas vezes tive que ser este ser sem graça?

Um ser que se apavora

e adoece

e adormece

e enriquece

e empobrece

e engole

o que é pra se pôr pra fora!

Empresto o meu vago, o meu mudo e silencioso ser

Para ser outras pessoas.

Empresto tudo aquilo que observo

E tudo aquilo que serve, de mim, para criar outras pessoas.

Alugo-me para sonhar

e para achar que a vida é boa!

Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Professor Mathias!

Queridos amigos e leitores;

Peço desculpas pelo tempo que passei sem publicar... A vida anda, e este atarefado moço precisa trabalhar! Contudo, roubo das vinte e quatro horas um minuto a mais para falar de um livro que recebi esta semana! "Grande Amor que Há em Você!" de Mathias Lins Filho, para os desinformados, trata-se do meu querido avô! Sim senhor, o meu professor! Quando criança li e ouvi muitos dos seus escritos. Ouvi pessoas falando, discutindo, reuniões íntimas em que algo novo sempre era apresentado... E eu, como sempre, estava lá. Talvez tenha surgido daí o meu prazer e a minha paixão pela expressão literária!

Mas, Mathias não é só um escritor, é, antes de tudo um artista! E entre outros talentos, também desenha belissimamente. Até tentei, quando pequeno, que ele me ensinasse alguns traços, mas, de fato, não tenho vocação para ser desenhista! Preciso assumir! É um tanto quanto difícil ler uma obra de quem se conhece muito e por quem se tem amor e carinho inenarráveis. Contudo, pondo-me apenas na alçada de leitor, e não mais que isto, digo que o "seu" Mathias, vai fundo em diversas páginas do seu livro... Dos poemas que li, transcrevo aqui dois dos que mais me deixaram bestialmente encantado! Pela simplicidade e pelo encontro com a magia literária do autor... Deixando-me sentir saudades dessas coisas simples do nordeste e quase que a imaginar-me num banco de praça ou sentado à varanda de casa , ouvindo o "tac tac..." da velha máquina de escrever em que vi vários desses versos nascer... Além, é claro, dos bate-papos sobre coisas que se sabe que existe, que até se pode pensar, mas que nunca se quer ver! E para quem quer ler, aqui está somente o que me sinto autorizado a transcrever:

Nos Domínios do Tempo

O tempo é o espaço de uma vida a pulsar,
É o alvorecer róseo dos dias primeiros
e o entardecer dos instantes derradeiros

E na vida, temos também o vento que aparece,
Ora como brisa a perfumar;
Ora como ciclone a torturar.

E, no final, o vento pára, não se move,
marcando a face daquele que morre.

O tempo é peralta, buliçoso,
levando-nos às alegrias dos dias idos e vividos,
que ninguém se apercebe como são velozes,
esses dias percorridos.

O tempo ensina e dá diploma
Àqueles que na vida a vida assoma,
O tempo dá e o tempo toma...
E o orgulho, o tempo doma.

Grande Amor que Há em Você

Amor:
Só você sabe,
Só você conhece,
Só você quer.
E no seu querer,
sabe, conhece e vê:
O amor que rejuvenesce,
A vida que enaltece,
O amor que crê.

Amor:
Só você inspira amor,
Só você respira amor,
Só há amor em você.

Por isso,
Você conhece,
Sabe e crê
No grande amor que há em você.

Mathias Lins Filho


Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008



A Sina das Coisas


Um dia serei o infinito
A brisa da madrugada
O pó da terra de onde nasce a planta
O texto de um livro que já fôra lido
Um dia serei o vazio do abismo
O brilho da estrela no céu
O som da onda do mar que quebra na praia
Ou um pé de eucalipto.
Um dia romperei a barreira da som
E já não mais serei ouvido
Um dia serei o próprio raio de sol
A luz da manhã
O perfume das rosas
E o adeus num filme muito antigo
Um dia
Um dia
Quem sabe...
Voltarei ao princípio.

A lot of things

One day I´ll be the infinite
The breeze of the morning
The dust of the earth where the plant emerges
The text of a book that has been read
One day I´ll be a vacuum of the abyss
The brightness of the star in the sky
The sound of the sea wave that breaks on the beach
Or a eucalyptus tree.
One day's I´ll be breaking the sound barrier
And no longer be heard
One day I´ll be the very sunbeam
The light of morning
The scent of roses
And the goodbye in a very old movie
One day
One day
Who knows ...
I´ll be back to the beginning.

Le destin des choses

Un jour je serai l'infini
La brise du matin
La poussière de la terre où la plante dégage
Le texte d'un livre qui a été lu
Un jour, je serai le vide de l'abîme
La luminosité de l'étoile dans le ciel
Le son de la mer qui rompt vague sur la plage
Ou un pied de l'eucalyptus.
Un jour, je serai le briser de le mur du son
Et je ne serai plus entendu
Un jour, je serai le rayon de soleil
La lumière du matin
Le parfum des roses
Et au revoir dans un très vieux film
Un jour,
Un jour,
Qui sait ...
Retour au début.

El destino de las cosas

Un día yo voy a ser el infinito
La brisa de la mañana
El polvo de la tierra donde se desprenda la planta
El texto de un libro que se ha leído
Un día yo voy a ser lo vacío del abismo
El brillo de la estrella en el cielo
El sonido de las olas del mar que rompen en la playa
O un pie de eucalipto.
Un día yo voy romper la barrera del sonido
Y ya no voy a ser escuchado
Un día, yo voy a ser el rayo de sol
La luz de la mañana
El aroma de las rosas
Y el adiós en una película muy antigua
Un día
Un día
Quién sabe ...
Yo voy a volver al principio.

Il Sina delle cose

Un giorno io sarò l'infinito
La brezza del mattino
La polvere della terra in cui emerge l'impianto
Il testo di un libro che è stato leggere
Un giorno io sarò un vuoto del baratro
La luminosità della stella nel cielo
Il suono delle onde del mare che si rompe sulla spiaggia
O un piede di eucalipto.
Un giorno io ho intenzione di rompere la barriera del suono
E io non sarò più sentito
Un giorno io sarò il raggio di sole
La luce del mattino
Il profumo delle rose
E il addio in un vecchio film
Un giorno
Un giorno
Chi lo sa ...
Mi torna all'inizio.


* Foto by Talitha Manu

©Oscar Calixto
www.oscarcalixto.com.br

Terça-feira, 7 de Outubro de 2008

Da Pátria Amada Brasil



Queira Deus que haja em mim
Algum motivo para ter esperança
No país que aprendi a amar desde criança
E que tem tirado de mim a minha herança

Queira Deus que o meu filho possa crescer
Numa terra a que ele ainda possa amar
E colher os frutos da conquista que hei de deixar
Para que sábio ele possa viver

Queira Deus que o meu governante me olhe
Não apenas como cego eleitorado;
Que possa ser iludido, convencido ou enganado
Por um discurso bonito e por um pouco de água no solo rachado.

Queira Deus que meu filho sinta orgulho da bandeira
Queira Ele que eu não cante o hino de qualquer maneira
Queira Deus que o futuro ainda queira
Que o meu país hasteie com orgulho a sua bandeira.

E que no seu hino ele grite Salve, Salve!
Pois dos filhos deste solo ainda és mãe gentil.
E espero que sejas sempre
Pátria Amada Brasil.

© Oscar Calixto

Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

Entre las Notas del Piano / Entre as Notas do Piano





Entre las Notas del Piano

Busco,
Entre las notas del piano,
Crear un acorde que si no me equivoco,
Hará recordar nuestro amor este año.

Una canción que sea fuerte, pero que sea romántica.
En aras de la verdad que sea cuántica.
Para decir por el sonido producido,
Que no siempre es fácil ser seducido.

Que sea entonces la música como el poema,
Preferiblemente, iguales a los que no han métricas.
Porque sin métrica es el sabor de la vida de quién ama.
Y quién ama no se equivoca:
El amor no tiene un toque de ética!

Él llega, se acomoda y no informa
Por cuánto tiempo se mantiene.
Y hasta se olvida
De decir que se puede ir,
Mientras nosotros quedamos fuera de forma.
Y pasando los días nos equivocamos.

Pero el amor tiene sus razones:
Es siempre ecléctico y aparece en diversas formas.
El amor es un ser radiante!
Sin embargo es inútil decir que no siempre él
es cautivo.
Dado que quién se enamora, no se equivoca:
Solamente ama y ama.



Entre as Notas do Piano


Busco,
Entre as notas do piano,
Criar um acorde que, se não me engano,
Fará lembrar nosso amor este ano.

Uma música que seja forte, mas que seja romântica.
A bem da verdade que ela seja quântica.
Para dizer, através do som produzido,
Quem nem sempre é fácil ser seduzido.

Que seja então a música como o poema,
De preferência, igual àqueles que não tenham métrica.
Pois sem métrica é o sabor da vida de quem ama.
E quem ama não se engana:
O amor não tem um pingo de ética!

Ele chega, se acomoda e não informa
Por quanto tempo permanece.
E até se esquece
De dizer que pode ir embora,
Enquanto a gente fica fora de forma
E passando os dias a gente se engana.

Mas o amor tem seus motivos:
É sempre eclético e aparece em várias formas.
O amor é um ser elucidativo!
Porém, é inútil dizer que nem sempre ele é cativo
Pois quem se apaixona não se engana:
Apenas ama e ama.

Terça-feira, 30 de Setembro de 2008




Usted hizo de Nuevo en Mí

Usted hizo de nuevo la curva del viento;
El saldo de las aguas;
La melodía de las aves;
Los colores vivos de la primavera;
El dulce aroma del perfume ligeramente amaderado.

Usted hizo de nuevo la sonrisa de el niño;
El niño, sin cuello que mama en el pecho;
La despedida distante de la mala memoria.

Usted hizo de nuevo el sueño perfecto;
El abrazo sin resentimiento;
El lado derecho;
La posición correcta del botón de la camisa en el bolsillo de la pechera.

Usted hizo de nuevo el haver
En todo mi existir
Que justifica la nostalgia loca
Que hoy yo siento por ti.

Usted hizo de nuevo la sonrisa en el rostro;
El sudor que fluye en trêmulas manos;
La palpitación de todo gran deseo;
Y la cama a sí misma como nunca había visto.

Usted hizo de nuevo en mí un amor sin medida.
Curaste mí tantas heridas
Que lo que mantienia de las malas, yo ya perdí!

Usted hizo de nuevo todo nuestro gabinete;
E poneste ropas nuevas;
Tantas ropas nuevas
Que yo, de las mias, ya me despi.

Usted hizo de nuevo todo tan bello
Que ya no quiero
De usted desistir.
Dado que usted me hizo amar nuevamente
El amor que siento por ti.


REFIZESTE

Refizeste a curva do vento;
O balanço das águas;
A melodia dos pássaros;
As cores vívidas da primavera;
O cheiro doce do perfume levemente amadeirado.

Refizeste o sorriso de criança;
O menino sem colo que mama no peito;
O adeus longínquo da má lembrança.

Refizeste o sono perfeito;
O abraço sem mágoas;
O lado direito;
A posição correta do botão da camisa no bolso do peito.

Refizeste o haver
Em todo o meu existir
Que justifica a louca saudade
Que hoje sinto de ti.

Refizeste o sorriso no rosto;
O suor que escorre em trêmulas mãos;
A palpitação forte de todo desejo;
E o próprio leito como nunca vi.

Refizeste em mim um amor sem medidas.
Curaste-me tantas feridas
Que o que guardei de ruim, eu já perdi!

Refizeste todo o nosso armário;
E colocaste novas roupas;
Tantas novas roupas
Que eu, das minhas, já me despi.

Refizeste tudo tão belo
Que já não mais quero
Querer de você desistir.
Pois refizeste-me amar novamente
O amor que sinto por ti.

Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

A Hora do Jantar ou Cortando Cebolas




"Relatos de uma vida diária que mostra alguns dos precipícios possíveis docasamento, onde o sentimento possível nunca foi o amor. A Hora do Jantar evidencia do lado negro a poesia; do refúgio a liberdade e do ocultamento de si mesmo, o entendimento do que seja o mundo em harmonia. "

A CERCA DO TEXTO

A história de "A Hora do Jantar" foi criada a partir do entendimento erebuscamento dos escritos de um grande filósofo Alemão chamado Schopenhauer. Ele, que prefaz o entendimento da vida como "vontade e representação", faz com que vejamos os atributos e mudanças deste mundo como fatos totalmente integrados à nossa "vontade de realização" ou de "libertação".

Sendo assim, este roteiro, é, através de seus personagens, essencialmente crítico e de caráter libertário. Infligindo, assim, positivamente, em alguns signos ainda presentes em nossa sociedade.

A violência contra a mulher é fator recorrente e, sabemos, não somente inerente às camadas mais pobres da sociedade. Há, ainda hoje, isto, em diversidade nas mais diversas camadas sociais.

Esta peça tem, portanto, uma função humanitária inteiramente positiva, visto que colocamos a mulher como foco principal deste signo de liberdade. Prega, neste sentido a igualdade de ações, de vontades e representações, entre homens e mulheres de formas absurdas ou não. Vemos nele, homens no lugar comum de mulheres, como é o caso do Peixoto, por exemplo, bem como mulheres assumindo postos que concernem à natureza comum dos homens, na valentia, na busca pela liberdade e pela necessidade de auto-afirmação. Isto tudo para dizer que este senso de liberdade é valor que não escolhe sexo, nem idade. Todos temos o direito e ninguém pode nos tirar.

Schopenhauer é, por si só essa vontade. Ele busca, em seus escritos, este senso. Busca encontrar no lugar comum a explicação para o sentimento que não se explica e, por fim, a idéia da satisfação através da liberdade. Mas para chegar a isso, passamos por caminhos sempre muito dolorosos. Como ele mesmo diz: "A satisfação ou a felicidade, não pode, conseqüentemente, ser outra coisa senão a supressão duma dor, duma necessidade; pois a esta categoria pertencem, não apenas os sofrimentos reais, manifestos, como também qualquer desejo cuja importunidade nos perturba o repouso, além do tédio mortal que da existência nos faz um peso."

Creio que assim se defina cada personagem dessa história ou assim se defina, quem sabe, toda a história em si. O principal neste argumento é notar que é necessário que entendamos, e que, sorvendo esta cultura, continuemos vivendo. Renovando assim os valores e conceitos de nossa sociedade. E é isto que faz este roteiro sair do lugar comum da ficção para entrar no lugar da
necessidade. Ainda que representando essa "vontade de libertação" de formas trágicas.

Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

A Escolha no Processo de Formação do Indivíduo


A formação do indivíduo, como ser racional, passa pela criação de sua personalidade como objeto individual de sua responsabilidade. Isto, simultaneamente está associado ao processo de escolha e absorção de qualidades observadas e adquiridas ao longo do seu desenvolvimento.


Quando, em nossas vidas, objetivamos uma escolha e tomamos para nós, os fatores que devem interferir no seu percuso, analisamos prontamente de que forma a conduta de nossas atitudes pode ser correta ou incorreta para que consigamos, por fim, alcançar este objetivo.


Entretanto, sabemos, em nossa sã consciência que muitas vezes tropeçamos com pessoas de carater negativo e que, por este motivo, abalam a estrutura do nosso pensamento, do nosso desejo e da nossa vontade. Sabemos, que a apresentação deste caráter pode ser demonstrada consciente ou inconscientimente, isto é, por vontade própria ou por mero acidente, no caso da não observação de consequências de um ato para o outro.


Quando este ato é feito inconcientemente, o chamamos de acidente, mas quando é proposital e consciente, então logo manifestamos ser tal ato a pura apresentação do caráter duvidoso deste outro. E isto, por fim, acaba sendo nomeado como qualidade negativa. Por ser imprópria, maléfica e sumariamente diferente do que chamamos de qualidade positiva.


Costumamos classificar e diferenciar cada objeto de qualidade como positivo e negativo, entretanto um indivíduo, como nos é perfeitamente claro e inquestionável, não pode ser classificado como bons e ruins. Há na formação de todos, e sem exceção, qualidades positivas e negativas, que não nos permitem, por este motivo classificar um indivíduo em sua generalidade como bom ou ruim. Todos somos bons e ruins ao mesmo tempo. E esta não é uma qualidade negativa, nem positiva, é apenas um fator de formação e evolução.


Como nas leis da física, um átomo necessita de prótons, elétrons e neutrons, partículas positivas, negativas e nulas, nós, também formados de moléculas e átomos, necessitamos ter, em nosso fator psicológico e na formação de nosso caráter a presença e a ciência dos fatores positivos, negativos e neutros, para que possamos seguir nossos caminhos e assumir a consequência de nossas escolhas.


Vemos diariamente diferentes pessoas, com diferentes qualidades e modos de ser. Pessoas rudes, ranzinzas, amorosas, delicadas, inflexíveis, inseguras, nervosas, agressivas ou de alta baixeza e inescrupulosidade. Cada uma se apresenta de uma forma, seja ela a primeira vista positiva ou negativa.


Muitas vezes associamos determinada apresentação positiva ou negativa como parte integrante de uma outra qualidade de origem positiva ou negativa. Contudo, é necessário considerar que esta verdade é infundada e está inteiramente longe de ser inequívoca. Embora, algumas vezes tenhamos que admití-la, visto que em determinados momentos uma pode gerar a outra e vice versa.


Não considero, por exemplo que a baixeza seja parte integrante da arrogência, mesmo porque uma exite sem a outra. Contudo, esta qualidade, apresenta-se, na maioria das vezes associada à brutalidade, já que sua única certeza é a de que existe unicamente pela falta de importância à condição alheia e pela inteira convicção de que se pode mais ou se é melhor que o outro.


A baixeza é, assim, uma qualidade que integra a brutalidade no seu foro mais íntimo já que sua manifestação (verbal, psicológica ou física) é sempre a forma representativa da outra.


Estas qualidades são apresentadas, arrogantemente ou não, como prova da necessidade de auto-afirmação ou pela falta de compreensão da incapacidade e do erro bem como pela não concordância, pela não aceitação de idéias ou pela simples manipulação, ao beo prazer da individualidade do outro.


Este ato, por exemplo, acontece por alguma anormalidade na formação do caráter do indivúduo, que pode perfeitamente, passar longe do ato que se aplica. Considerando que aquele que é vitimado pela qualidade negativa do outro, não a recebe com prazer, é necessário dizer que quase sempre este "capacidade de ser" não ocorre exatamente pelo que recebemos em nossa formação, pois nem sempre se dá o que se recebe. Como já foi dito, isto é uma mera escolha.


Sendo assim, somos o que escolhemos ser e nem sempre somos aquilo que no início de nossa formação verificamos que os outros eram. O caráter de um indivíduo portanto, é formado pela presença ou ausência de qualidades (positivas ou negativas). Sendo estas mesmas qualidades de caráter mutável. Entendo, por este motivo, que o caráter como objeto estrutural da personalidade da pessoa, não é, em nenhum momento imutável e jamais poderá adquirir cadeira hereditária ou de influência passiva, pois ele é formado inteiramente pelas escolhas do indivíduo.


Cada um é o que quer. Mas nem sempre somos aquilo que queremos ser. A nossa conduta e a formação de nossa personalidade é uma constante infinita, já que, neste ponto, os objetos de nossas escolhas mudam a cada dia. Neste sentido, não há possibilidade de mudança sem abdicação de conduta e seletividade no processo de escolha.


Seremos eternamente seres positivos e negativos. Contudo, é partir de nossas escolhas, e unicamente por causa delas, que seremos descritos como seres positivos ou negativos. Cabe a nós saber melhor o que queremos ser e objetivar de forma mais precisa e enérgica a nossa conduta e as nossas escolhas, para sermos enfim aquilo que queremos ser.

Domingo, 1 de Junho de 2008

Pétalas

Nada en el mundo es mejor que nosotros

Si usted se dera cuenta
Algun día que yo canto
Cosas para usted
Sin te conoscer
Que su nombre a veces yo declamo
Sólo para ver la poesía que es usted
Si usted se dera cuenta
Que no soy más ingenuo
De mi no te ocultarias mas
Olvidas
Que el amor no siempre es misterio
Que no siempre conoce a su criterio
Que cuando te escondes
Sé que es para que no me deje ver
Todo el encanto de este mundo
Que se mueve en usted
No disfraces
Que tus ojos pueden me decir
No disfraces
Que su rostro puede corar
No disfraces
Que el amor no se hizo pra la clandestinidad
Lo que tengo
Que no tienes
Es solamente noción de tiempo
Se te pertenece
No mí fugirias así
Pararias sus ojos en mi
Tomarias mi tiempo como su
Y no podría dejar nunca mas para después
Dirias para mí la verdad:
Qué no hay nada mejor en el mundo que nosotros!

Al Final

























Dinos por qué
De los momentos efímeros
Tras superar la barrera del sonido
Carbonizado en la llama del adiós
¿Por qué tanto dolor?
Dinos por qué
La grandeza de nuestras fuerzas
Chocando en las explosiones celestes
¿Por qué tanto amor?
¿Tanta flor?
Dinos por qué
El milagro de la vida
En la aridez de mi corazón
Sufocado en la distancia entre las generaciones
En un laico desencontrar
Dinos por qué
La magia de la máquina del tiempo
Teniendo mí
Amenizando mis tormentos
Incluso sin argumentos
Dinos por qué
De la incapacidad de tantas posibilidades
Puntos de emoción scintillantes
La formación de rectas paralelas
Que se convierten en apenas una al final.

Quarta-feira, 14 de Maio de 2008

Silêncio de um amor acordado



Tanto teria para te dizer
Pois tanto tenho para te amar
Mas pressinto que as palavras não há... Não há...

Todo este alfabeto
Que transita pela língua,
E cai nos ouvidos de modo torto
Que define tudo de forma tão rasa
Já não consegue mais representar
Tudo que de melhor em ti eu posso reparar

E se não consigo definir essa tua beleza
Porque tento usar as linhas, as palavras e os versos?
Suspeito que faço para continuar percebendo
O quanto todas as letras continuam não cabendo...
E não cabendo...
Para definir coisas sobre essa tua natureza.

E já que palavras não existem
E por mais que elas me insistem
Palavras não há... Não há...
Eu prefiro continuar em silêncio
Deslisando minhas mãos sobre a tua pele
Sentindo o teu beijo trocado
Retirando de ti todas as peças de roupa
Trocando palavras por gemidos
Até adormecer novamente
Entendendo o verdadeiro sentido desse nosso silêncio
Completamente adormecido sobre teus braços.

Silêncio...
Silêncio...
Eu não preciso e nem quero desse sonho ser acordado!
Silêncio...
Silêncio...

Silêncio...
Adormecido sobre teus braços...
....

Domingo, 11 de Maio de 2008

Apenas algumas coisas nos parecem ser para sempre!


Às vezes pensamos tanto sobre a vida, sobre o seu sentido, seu valor e na maioria das vezes não encontramos o sentido de estarmos neste cosmos. A cada dia mais me convenço da futilidade do mundo, da pequenez do ser humano que é tão cheio de ninharias no seu modo de agir e falar e até mesmo no de se dar.
Depois de penar (e continuo penando), comecei a perceber melhor o que realmente tem e o que não tem importância na vida. Entendi o quanto de valores trocados eu tinha e que sem dúvida, algumas pessoas ainda tem. O que importa realmente é aquilo que é genuinamente verdadeiro e real, sem nada de fictício ou mascarado. Às vezes valorizamos tanto alguma coisa e de repente percebemos que essa coisa não tem valor algum. É o mito do nada que nos circunda sem que percebamos. O que vale realmente é aquilo que nos faz sentir, que nos faz viver. E aquilo que é bom é o que nos faz nos sentir melhor. Posto que a única razão desta vida é vivê-la intensamente da mais absurda, caótica ou melhor maneira que pudermos vivê-la. Porque a FELICIDADE é apenas um estado de espírito. E portanto precisa ser alimentada para que não se desfaça como pólem de flores solto ao vento.
Perceber que apesar de toda carga ainda temos algo que nos faça feliz é o importante. E não importa o quanto o coro da tragédia cante. Se em algum lugar você encontrar um motivo que lhe acalme e lhe dê a certeza de importância nesta vida, então este lugar é o que lhe conforta e é o que realmente merece ser importante. Portanto, este lugar deve e merece fazer parte da sua vida. Esteja ele onde estiver, e é justamente ele quem lhe trará harmonia... Harmonia da alma, que nem sempre lhe é implícita e a "eterna" calma que lhe fará perceber que nada nessa vida é mais importante que a felicidade do seu corpo, do seu outro, na sua mente e no seu espírito. Respeito ao outro, a si próprio e ao inimigo. Pois nem sempre as coisas são menores do que parecem e nem sempre o sol se põe no mesmo lugar ao fim do dia.
Para amor e o meu filhote... As duas coisas que justificam o nascer de cada dia nesse cosmos em que tenho vivido.

Quarta-feira, 7 de Maio de 2008

Juramento

Juro-te sempre ser sincero com o meu sentimento
Juro não magoar-te nem deixar-te nunca ao acaso
Sofrendo desesperadamente só em seu lamento
Juro-te sempre ser verdadeiro e nunca muito raso
Porque este é o sentido da verdade de amar e viver
Cujo sentimento mais profundo hoje lhe faz crer
Que a verdade contida no meu sonho de tranquilo ser
É simplesmente amar como gostaria de amado ser
Juro-te tudo que for preciso jurar nessa vida
Juro-te com tudo que há de puro em todo o meu dizer
E nesse meu jurar não terá qualquer forma inibida
Posto que a coisa mais honesta e digna de todo o meu ser
É justamente essa minha transparência descabida
Que justifica, na vida, todo o amor que sinto por você.

Scanner em Curitiba

Na temporada do "Scanner" em Curitiba temos trabalhado bastante. Está fazendo um frio de rachar e essa coisa de dirigir, atuar, produzir e divulgar é coisa para gente muito insana mesmo... como eu ... hahahha... Uma loucura! Trabalho de Peão - 12 horas por dia. Mas na hora da peça o cansaço some e eu só me divirto. Adoro... Creio que ainda não cheguei aonde pretendo chegar dramaturgicamente, mas o Scanner já mostra ser um bom começo, eu creio. Sei que dá para ir mais longe. Mas vejo surpresa e satisfação no olhar do espectador o que deveras é imensamente Gratificante. Nas suas impressões e expressões sobre o espetáculo enquanto objeto o que encontro é compreensão por vezes total do que realmente quero dizer. Tivemos matérias nos jornais Gazeta do Povo e Jornal do Estado. Tudo indica que teremos mais uma no Jornal do Estado até o final da temporada. O curitibano é muito simpático e a esperança é de que corram para ver o Scanner e lotem o teatro. Estivemos na FAP - Faculdade de Artes daqui. E que Dioniso Abençoe o que esperamos! Curitiba é uma cidade de arquitetura interessante e formosa. A única coisa que incomoda um pouco é o friiiiiiio!!! No mais é a luta!!!

Saudades de casa, da minha querida, do meu filhote Dickens e da periquitinha que entrou pela janela e hoje faz parte da família.

Domingo, 2 de Setembro de 2007

Entender o que não Entendo

Estou voando
Como ave
E observando
O que está lá em baixo
Sou eu, perdido na multidão
Vago, vazio,
Perdido no esquecimento de mim

Estou chorando
Lágrimas de infelicidade
De inconformismo
Com a realidade vivida
Coma incompreensão dos que me circundam

Estou sofrendo
Por achar que os valores se confundem
Que as coisas são mais simples
Que o significado dessa vida é outro

Estou suspenso
E vejo-me andando numa corda bamba
Atravessando um abismo
Em plena praça pública
O abismo dos meus próprios conflitos
O abismo
Um abismo

Para esse eu que se vê de cima
Talvez seja difícil
Entender a vida
Entender as pessoas
Talvez seja difícil
Entender quem se vê de baixo
Talvez seja difícil
Entender essa complexidade de ser
De viver
E viver

Para esse eu que está lá em baixo
Talvez a complexidade de tudo
Esteja simplesmente em viver
Talvez seja se entender
Como um diferente ser
Entender a vida como coisa mais simples
Talvez seja simplesmente
Se entender
No meio de tantas pessoas
Que sequer conseguem entender